“Um ser
existencialmente
transgênico”

sobre mim

“Devo agora falar de mim. Isso seria um passo em direção ao silêncio.”

Samuel Beckett sintetizou magistralmente a impossibilidade de se definir.

Quem sou eu? Não creio ser possível escrever biografias. Nem mesmo pela pessoa em questão. Sob qual ponto de vista me descreveria? Como filho, marido, pai ou amigo? Como professor de filosofia, artista plástico ou escritor?

A definição cadaveriza a vida. Se necessário for colar em mim um rótulo, que seja o de tapador de buracos. Afinal, a arte é uma necessidade de preencher espaços. E estes, para minha sorte, nunca deixarão de existir.